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domingo, 6 de dezembro de 2009

Soneto da fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Qu mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quro vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sab a morte, angustia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor(que tive):
Que não seja imortal, porto qu é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinivius de morais

Dedico esse poema a todos aqueles a quem amei e amo

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